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Clásicos y humanistas ante los neologismos
Akal
Autor(es): Santiago López Moreda
Editora: Akal
Data de publicação: 2019
Encadernação: Capa mole
Páginas: 320
Idioma: es
O império linguístico do latim, orgulhosamente elogiado por Lorenzo Valla no prólogo das suas Elegantiae, «latinou» as outras línguas, mas também «espoliou» as vizinhas, incluindo as ameríndias e orientais contactadas nos séculos XV e XVI. As razões de porquê e como surgem novos significados e novos termos para designar as novas realidades são estudadas a partir da doutrina que os gramáticos estabelecem a esse respeito, e das razões que levaram os falantes a fazê-lo. O latim, num processo que nunca abandonaria, enriqueceu o seu património léxico com recursos próprios (modificação, desenvolvimento e composição) e com a assimilação de termos estrangeiros, estrangeirismos, sentidos como próprios quando o uso dos objetos a que davam nome estava generalizado no mundo romano. Gramáticos e lexicógrafos latinos (Varrão, Cícero, Quintiliano, Nónio Marcelo), cristãos (Jerónimo, Agostinho, Isidoro de Sevilha), glosas e cartulários medievais, crónicas e documentos diplomáticos, médicos (Pedro Hispano) e as obras dos humanistas mais relevantes (Valla, Beccadelli, Pontano, Perotti, Tomás Moro, Nebrija, Erasmo, Vives, Budé) desfilam por estas páginas até chegar aos historiadores portugueses (Góis) e hispânicos (Marineo Sículo, Mártir de Anglería, Calvete de la Estrella) que «latinizaram» as novas realidades do novo mundo. O autor explica, ainda, uma multitude de neologismos que foram surgindo desde a Antiguidade até ao Renascimento. Assim, este trabalho torna-se numa referência incontornável para todos aqueles que queiram conhecer o momento, a origem e a justificação dos neologismos que foram aparecendo durante esse período.