Estes são os artigos que encontramos.
Síndrome de la impostora
Como um monstro debaixo da cama que espreita todas as noites sem que te apercebas. Como uma gaveta fechada a chave no nosso interior que, alguém, num dia qualquer, te abre e que nunca mais podes voltar a fechar. Não és suficientemente boa, não devias conseguir o que estás a alcançar, não mereces estar aqui.
A Síndrome da Impostora é esse monstro, essa gaveta.
Através destas páginas quero compreender como acabei por sofrer esta sensação, e como quase todas as mulheres - criativas ou não - a têm sofrido alguma vez, ou sempre. Isto é um desabafo, um encontro entre ti, leitor, e eu. Para nos compreendermos, para nos aprendermos, para encontrar as razões. Vou explicar-te as minhas, desde o princípio dos princípios e oxalá, um dia, me contes as tuas.
Sobre a autora:
Celia Gallego (@celiagal7) é uma artista de Valladolid radicada em Madrid. Com estudos em jornalismo e piano, a sua paixão, a pintura, foi o que a levou até onde está agora. Expos em galerias como Whitelab, Montsequi, e no festival Art Battalion onde expôs em 2021 no hotel Riu à vista de toda a Gran Vía.
Trabalhou como artista para Faber Castell, Winsor and Newton, Inditex, Tous entre muitas outras marcas. Várias das suas obras tornaram-se virais nas redes sociais, como por exemplo os seus olhos redondos sobre tela que chegaram a ter mais de vinte e dois milhões de visualizações no Tiktok.
A sua obra artística centra-se, sobretudo, na busca do ser interior nas pessoas. Como podemos mudar as nossas personalidades em função das pessoas à nossa volta. Como funciona a nossa psicologia graças a estes fenómenos sociais. É por isso que retrata sempre pessoas com rostos partidos, desfigurados, misturados uns com os outros, focando-se na arte surrealista.
O seu trabalho como artista e jornalista levou-a a querer aprofundar mais sobre a síndrome da impostora que a persegue desde que é muito pequena, devido a não ter estudado Belas Artes de forma formal e ser uma artista autodidata.