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LOVE ME TENDER: 172 (Alpha Decay)
Após abandonar a sua carreira de advogada para se dedicar à escrita, a protagonista e narradora deste romance anuncia ao seu ex-marido que começou a sair com mulheres. A represália deste não tarda: cheio de ódio e determinado a afastá-la do filho, decide levar o assunto aos tribunais para lhe retirar a custódia, manipulando a criança para que declare que não quer continuar a ver a mãe. Começa então um longo e devastador processo judicial, durante o qual a mulher, esmagada pela absurdidade burocrática e desprotegida perante a hipocrisia da lei, tenta organizar a sua nova vida em torno da ausência. Sem dinheiro nem pertences, vai saltando entre quartos emprestados, estúdios minúsculos e reservas de hotel, consagrada a uma rotina monástica que consiste em nadar diariamente, ler e escrever. E enquanto se sucedem as audiências, os exames psicológicos e muitos meses de espera, explora a sua orientação sexual redescoberta através de breves aventuras com numerosas mulheres de diferentes idades, corpos, linguagens e estilos de vida. A meio caminho entre a literatura punk e a confissão ascética, este romance corajoso e dilacerante fala do amor nas suas múltiplas formas. Com uma prosa crua, minimalista e visceral, Constance Debré aborda sem complexos temas como o sexo, a liberdade e o autodescobrimento, apresentando um relato dolorosamente belo sobre os sacrifícios impossíveis que se exigem às mães.