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Mitocrítica cultural una definición del mito
Akal
Autor(es): José-Manuel Losada-Goya
Editora: Akal
Data de publicação: 2022
Encadernação: Capa mole
Páginas: 828
Idioma: es
"Desde os primórdios do positivismo do século XIX até aos nossos dias, no panorama universitário europeu e americano sucederam-se inúmeras definições e teorias sobre o mito. Habitualmente, este tipo de relato tem sido reduzido a uma história anedótica, um pretexto introspectivo ou um recurso semiótico, quando não a uma falácia sensacionalista. Após uma ampla introdução destinada a compreender os fatores que dificultam a compreensão do mito na nossa cultura contemporânea (globalização, relativismo e imanência), este livro aprofunda a noção de transcendência sobrenatural sagrada, categoria fundamental para uma correta distinção entre o mito e outros correlatos do imaginário: esoterismo, fantasia, magia, ficção científica. Seguidamente, este volume oferece um estudo do mito a partir do próprio mito. Defende que o mito é um relato funcional, simbólico e temático de acontecimentos extraordinários com referente transcendental sobrenatural sagrado, desprovidos, em princípio, de testemunho histórico, e remetendo para uma cosmogonia ou uma escatologia individuais ou coletivas, mas sempre absolutas. A Mitocrítica cultural aqui defendida responde assim à reflexão académica que confundiu o mito com outros conceitos anexos mas distintos (símbolo, tema, arquétipo, protótipo, herói) e recusa a sua utilização servil por outras ciências (antropologia, sociologia, política, psicanálise). Longe de serem ignoradas, estas disciplinas científicas e as suas respetivas técnicas foram postas ao serviço para compreender os diversos processos de mitificação e desmitificação operados no nosso tempo, tanto sobre autênticos personagens míticos como sobre personagens históricos e personagens literários supostamente mitológicos. A novidade desta proposta interdisciplinar não é abordada em abstracto, mas contrastada à luz de breves ou extensas análises de numerosos textos literários trazidos à colação entre as principais mitologias do nosso entorno cultural (grecolatinas, bíblicas, nórdicas, celtas, eslavas e finoúgricas). Esta primeira teoria omnicompreensiva do mito fornece ainda uma metodologia, uma hermenêutica e uma epistemologia: dá orientações claras para localizar o mito em qualquer relato mítico, propõe chaves heurísticas para a sua interpretação objetiva e provê a mitocrítica de bases sólidas para se reivindicar como ciência autónoma.