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Sebastián En La Laguna (SALIR DEL ARMARIO)
A memória e o desejo voltam a encontrar-se nesta nova novela de José Luis Serrano, com uma prosa limpa e sábia para contar um tempo luminoso.
«Naquele verão vi o meu primeiro morto, roxo, inchado, ainda bonito, com os caracóis desarrumados. Afogado na lagoa, embora talvez já estivesse morto quando se levantou. Morto antes de afogado, era o que diziam no povoado. Eu continuo a vê-lo muitas noites, belo, arroxeado e frio. Fosforescente. Pelas algas, suponho. Com o cabelo colado pelos coágulos de sangue já meio seco. Deitado de costas com os braços estendidos. A boca semiaberta e os olhos fechados. Rígido como os choupos no inverno.