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Un fin de semana: 204 (Libros del Asteroide)
Num fim de semana de verão, numa casa no campo, três amigos reúnem-se no primeiro aniversário da morte de Tony. São o seu irmão, John, a sua cunhada, Marian, e o seu antigo companheiro, Lyle.
O pacífico reencontro é perturbado pela presença de um estranho, o jovem pintor que agora namora com Lyle. Quer queiram ou não, os rituais do verão ― um banho no rio, um jantar ao ar livre com convidados ou um passeio noturno ― estarão marcados pela figura do amigo ausente e cada um dos três terá de encontrar a sua forma de lidar com a perda.
Peter Cameron combina como poucos autores a sátira social com a intimidade e a ternura, levando o leitor a refletir sobre a própria experiência, a dificuldade de conhecer verdadeiramente alguém ou a ambiguidade das relações sociais. Publicado originalmente em 1994, Un fin de semana continua a ser, sem dúvida, um dos melhores romances do seu autor.
«"Un fin de semana" aborda a dificuldade de aceitar que o cônjuge de um amigo falecido volte a ter outra relação. (…) E certamente Cameron estuda isso com detalhe e acerto.» Núria Escur (La Vanguardia)
«Peter Cameron é um excelente construtor de histórias. Não só estas fluem com naturalidade, como deixam no espírito, sem se dar conta, vestígios de melancolia e um mundo simbólico construído a partir da normalidade e não da retórica.» César Prieto (Efe Eme)
«Peter Cameron é muitos escritores num só, porque destila o melhor dos grandes mestres e transforma-o, com elegância, em algo próprio.» Rodrigo Fresán (ABC Cultural)
«Cameron demonstra em "Un fin de semana" a sua habilidade para desenvolver, a partir de histórias mais ou menos mínimas, os conflitos que surgem por equívocos e ambiguidades não resolvidas. No final, como nas suas obras anteriores, "Un fin de semana" é uma espécie de prospeção nas dificuldades da expressão amorosa, os fardos da incomunicação e as confusões que alimentam as relações sociais.» Iñigo Urrutia (El Diario Vasco)
«Peter Cameron volta a falar neste livro dessas fissuras que se abrem na vida quotidiana. Fissuras por onde se infiltra a dor de forma subtil, embora insistente. E faz-no, como noutras ocasiões, de forma magistral.» Sagrario Fdez.-Prieto (La Razón)
«O cenário dá lugar a diálogos brilhantes e a um ambiente de tensão que se sente em cada página. Os pequenos atritos são o bisturi que abre velhas feridas e medos e que confronta as expectativas com o espelho da realidade.» Leire Escalada (Navarra.com)
«Peter Cameron tece uma teia perfeita que prende o leitor com naturalidade desde as primeiras páginas. "Un fin de semana" lê-se com rapidez e entusiasmo, contando muito mais do que aparenta.» Victoriano S. Álamo (Canarias 7)
«Quem não passou por esses reajustes a que a morte alheia nos obriga? E, portanto, quem sairá ileso da leitura de “Un fin de semana” de Peter Cameron? Ninguém. Absolutamente ninguém.» Fantastic Plastic Mag
«Peter Cameron oferece-nos em "Un fin de semana" uma daquelas histórias quotidianas, aparentemente simples, mas de grande carga emocional (…) O escritor norte-americano versa também sobre os convencionalismos sociais, como o tempo que se deve guardar luto por um ente querido quando este já não está. Quando é o momento ideal para recompor-se? Recompôr-se é uma traição para quem já não está ou para os seus familiares? Que direito tem o mundo para nos julgar neste sentido?» Eric Gras (Mediterrani)
«Um romance tão emocionante que, ao terminá-lo, estamos convencidos de que algo importante acabou de acontecer; deixa-nos comovidos e despidos.» Francine Prose (The Yale Review)
«Repleto de observações que soam como sinos e piscam como vaga-lumes, evanescente mas inesquecível.» The New Yorker
«Fascinante e viciante (…). Terminamos o romance conhecendo melhor a complexidade de cada personagem, mas também mais conscientes da intrincada trama que subjaz a todas as convenções sociais.» Michael Dorris (Los Angeles Times)
«Ecos de Virginia Woolf, E. M. Forster, D. H. Lawrence e F. Scott Fitzgerald, cujas brilhantes narrativas críticas à cultura materialista se abrem, repetidamente, ao metafísico. A terna elegia de Cameron tem tanto de canção de amor como de lamento, tanto de oração como de réquiem.» Joyce Reiser Kornblatt (The New York Times Book Review)