Quem decide ser visível não é melhor nem pior do que quem decide não o ser. Mas a nossa visibilidade traz algo imenso. Alguém tem de o fazer agora, como outros fizeram antes. Pensemos se fosse o contrário, se todos tivéssemos ficado calados. Em que situação estaríamos? Quem teria denunciado, ocupado as ruas, lembrado os primeiros mortos, cuidado do seu legado, exigido políticas de saúde? Alguém tem de o fazer, pelos outros que o fizeram. Também por aqueles que nunca o farão.