Resultados de pesquisa para «»
Estes são os artigos que encontramos.
Estes são os artigos que encontramos.
Envío desde nuestros almacenes de España.
Há mais de uma década que as teorias e políticas queer se têm espalhado por vários países do Ocidente. A incorporação da cultura gay dominante no mercado capitalista, a crise do VIH/Sida e as lutas iniciadas por lésbicas e transexuais, chicanas e negras no final dos anos 80 deram origem a uma série de movimentos políticos sociais e radicais que foram depois elaborados pela academia no que se denomina «teoria queer». Este livro dá conta da complexidade deste movimento, ao qual não foi alheia a realidade sociopolítica dos movimentos de maricas, bolleras e transexuais do estado espanhol (grupos como LSD ou La Radical Gai representaram esse tipo de militância queer nos anos 90). A partir do Curso de ensino aberto da UNED «Introducción a la teoría queer» organizado por Paco Vidarte e Javier Sáez entre 2003 e 2005, reúnem-se nesta obra coletiva as diversas vertentes de análise que as políticas queer produziram nos últimos anos. O queer não é nenhuma teoria, são multidões marginalizadas, excluídas, pessoas que foram expulsas das suas casas ou dos seus locais de origem e que vivem em situações sociais e económicas difíceis. A análise desses processos de exclusão deu origem ao que chamamos teoria queer, que não é uma teoria fechada ou um corpo de saber, é um conjunto de ferramentas críticas para a intervenção política: críticas à normalidade heterossexual, às práticas biopolíticas da medicina e do estado sobre os corpos doentes e saudáveis, às mutilações que sofrem l@s intersexuais, ao olhar colonial sobre as imigrantes bolleras, trans ou maricas, à apropriação académica das lutas populares, à rigidez das marcas de género com que se exclui as pessoas transexuais. O queer incorpora novas leituras da literatura, da arquitetura ou do cinema, e faz proliferar corpos e práticas inclasificáveis para o dispositivo da sexualidade: sadomasoqui